<font color=0093dd>Candidatos e propostas com valor</font>
A CDU apresentou, no passado dia 7, a sua lista por Santarém. Para além da cabeça de lista, a deputada Luísa Mesquita, e do mandatário, Sérgio Ribeiro, esteve presente Bernardino Soares, da Comissão Política do PCP.
Elege-se 10 deputados da região e não qualquer primeiro-ministro
Com um deputado eleito por Santarém, Luísa Mesquita, a CDU tem um intenso trabalho feito em prol da região. Trabalho que importa reforçar com o necessário reforço da votação na coligação no distrito e no País. Como afirmou a primeira candidata da lista, e actual deputada, a CDU irá, em vários concelhos, prestar contas do que fez, bem como as suas propostas para um novo rumo.
Acusando outros partidos de faltar à verdade, de prometer e não cumprir, Luísa Mesquita culpou os sucessivos governos – e as «dezenas de promessas nunca cumpridas» – pelo atraso do distrito de Santarém. Atraso esse verificável, em sua opinião, em vários exemplos: o analfabetismo é 11,6 por cento superior à média nacional (já de si a mais elevada da União Europeia) e quase 60 por cento da população activa tem exclusivamente o ensino básico. Com formação superior, apenas 13 por cento dos habitantes do distrito.
Mas não é tudo, lembra. Os desempregados são cerca de 18 mil, o que faz do distrito o sexto com maior número de trabalhadores nesta situação, e muita gente vive com o salário mínimo nacional. A candidata referiu ainda as baixas pensões dos reformados (que deviam envergonhar qualquer governo, referiu Luísa Mesquita) e os mais de mil jovens licenciados que, no distrito, não encontram uma profissão adequada à sua formação. Para Luísa Mesquita, muitos pequenos e médios agricultores «foram obrigados a abandonar a terra e a deixar de produzir, numa das zonas agrícolas mais ricas do território nacional, enquanto o País compra ao estrangeiro mais de 70 por cento» dos produtos agrícolas consumidos.
A candidata da CDU recordou ainda as promessas feitas pelos diversos partidos que estiveram no governo em matérias de transportes e acessibilidades, combate aos incêndios ou investimento público. «A CDU não prescinde, como nunca prescindiu, de apresentar as suas propostas ao País e também aos eleitores do distrito de Santarém», reafirmou a actual deputada.
Com confiança
Pela tribuna passou também o mandatário da candidatura da CDU por Santarém, Sérgio Ribeiro. Na sua intervenção, lembrou que em Portugal há «forças políticas que não aceitam a fatalidade das alternâncias e lutam por alternativas, políticas e de sociedade». Forças que também não aceitam que se prossiga uma política que sacrifica o social e que se «beneficiam uns poucos em prejuízo da esmagadora maioria». Para o mandatário, «não se trata de salvar o regime para que continue as suas políticas ao serviço de quem tem estado, trata-se de lutar por outras políticas».
Já o membro da Comissão Política, Bernardino Soares, salientou a que a CDU apresenta as suas listas no distrito com «tranquilidade e serenidade, pela confiança no valor dos candidatos, pelo valor das nossas propostas e pela confiança no trabalho realizado». Bernardino Soares assumiu o compromisso fundamental da CDU: «Não há boa política sem revogar a política anterior.»
Acusando PS e PSD de se preocuparem com os compromissos com o neoliberalismo «com gravata de seda» do patronato do «Compromisso Portugal», reafirmou que, para a CDU, o compromisso é com Portugal e com os portugueses. E terminou, afirmando que o melhor resultado da CDU «será o melhor resultado para os trabalhadores, as populações e o País».
Francisco Madeira Lopes, deputado do PEV, esteve também presente, realçando algumas das principais causas pelas quais se continuarão a bater os ecologistas portugueses.
Acusando outros partidos de faltar à verdade, de prometer e não cumprir, Luísa Mesquita culpou os sucessivos governos – e as «dezenas de promessas nunca cumpridas» – pelo atraso do distrito de Santarém. Atraso esse verificável, em sua opinião, em vários exemplos: o analfabetismo é 11,6 por cento superior à média nacional (já de si a mais elevada da União Europeia) e quase 60 por cento da população activa tem exclusivamente o ensino básico. Com formação superior, apenas 13 por cento dos habitantes do distrito.
Mas não é tudo, lembra. Os desempregados são cerca de 18 mil, o que faz do distrito o sexto com maior número de trabalhadores nesta situação, e muita gente vive com o salário mínimo nacional. A candidata referiu ainda as baixas pensões dos reformados (que deviam envergonhar qualquer governo, referiu Luísa Mesquita) e os mais de mil jovens licenciados que, no distrito, não encontram uma profissão adequada à sua formação. Para Luísa Mesquita, muitos pequenos e médios agricultores «foram obrigados a abandonar a terra e a deixar de produzir, numa das zonas agrícolas mais ricas do território nacional, enquanto o País compra ao estrangeiro mais de 70 por cento» dos produtos agrícolas consumidos.
A candidata da CDU recordou ainda as promessas feitas pelos diversos partidos que estiveram no governo em matérias de transportes e acessibilidades, combate aos incêndios ou investimento público. «A CDU não prescinde, como nunca prescindiu, de apresentar as suas propostas ao País e também aos eleitores do distrito de Santarém», reafirmou a actual deputada.
Com confiança
Pela tribuna passou também o mandatário da candidatura da CDU por Santarém, Sérgio Ribeiro. Na sua intervenção, lembrou que em Portugal há «forças políticas que não aceitam a fatalidade das alternâncias e lutam por alternativas, políticas e de sociedade». Forças que também não aceitam que se prossiga uma política que sacrifica o social e que se «beneficiam uns poucos em prejuízo da esmagadora maioria». Para o mandatário, «não se trata de salvar o regime para que continue as suas políticas ao serviço de quem tem estado, trata-se de lutar por outras políticas».
Já o membro da Comissão Política, Bernardino Soares, salientou a que a CDU apresenta as suas listas no distrito com «tranquilidade e serenidade, pela confiança no valor dos candidatos, pelo valor das nossas propostas e pela confiança no trabalho realizado». Bernardino Soares assumiu o compromisso fundamental da CDU: «Não há boa política sem revogar a política anterior.»
Acusando PS e PSD de se preocuparem com os compromissos com o neoliberalismo «com gravata de seda» do patronato do «Compromisso Portugal», reafirmou que, para a CDU, o compromisso é com Portugal e com os portugueses. E terminou, afirmando que o melhor resultado da CDU «será o melhor resultado para os trabalhadores, as populações e o País».
Francisco Madeira Lopes, deputado do PEV, esteve também presente, realçando algumas das principais causas pelas quais se continuarão a bater os ecologistas portugueses.